Hoje foi mais um dia que fiquei a fim de uma coisa que eu não sei exatamente o que é dentre as várias coisas que eu venho querendo ultimamente.
Minha vida tem feito algum sentido, pelo menos por esses dias. Coisas boas acontecendo o tempo todo e algumas melhores não acontecendo, mas que deveriam acontecer, coisas essas que deveriam sair da teoria e se mostrar na prática.
Impressiona a capacidade que eu tenho de gostar do que não existe. Aliás, não sei se ‘gostar’ é o verbo correto a se usar na ocasião. Isso é como se você estivesse em um sonho num lugar magnífico e com isso se sentisse infinitamente feliz. Tudo são flores e os pássaros cantam enquanto você caminha por entre os ramos verdejantes. Além disso eu acho que isso seria um motivo pra gostar de tudo aquilo que me esforço pra conquistar. Conhecer o novo, abranger o desconhecido e conquistá-lo, tá aí a minha fórmula da felicidade – se é que há uma fórmula pra ela.
Penso que eu deveria ter todos os motivos do mundo pra não acreditar nisso tudo que eu insisto em acreditar, tal como continuo acreditando – mesmo nos dias de hoje – em relacionamentos cheios de verdade, onde demonstrações de carinho são irrefutáveis consequências. De tonto eu só tenho a cara e o jeito de andar, mas não tenho conseguido parar de pensar nisso ultimamente. As pessoas dizem que a vida é curta e que você pode ser atropelado por um ônibus em qualquer momento e que você tem que viver cada dia como se fosse o último. BESTEIRA. A vida é longa! Você provavelmente não vai ser atropelado por um ônibus na esquina da tua casa não, e você vai ter que viver com as escolhas que você faz para os próximos cinquenta anos.
Uma das principais inconstâncias minhas no momento é essa estranha sensação de engolir o mundo inteiro e ainda faltar algo. É como se eu sentisse um carinho calado que na verdade não existe, e com isso resguardasse um amor digno de apresentação pública.
Escrevo demais por não ter absolutamente mais nada a dizer. E pra mim o impossível ainda é possível.
Tudo tem um limite, até isso. Todos tem um limite, até eu.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Tenho tantos sentimentos, deve ter algum que sirva.
Ando totalmente perdido; tipo, na vida.
Existem palavras que não consigo mais pronunciar, como se tivessem sido arrancadas do meu vocabulário. Não acho totalmente perda de tempo ficar quieto em determinados momentos, pois sei que esse breve silêncio vago em que nada é falado às vezes é mais eloquente do que algumas frases ditas. Fiz um trato com o tempo, e prometi fazer qualquer negócio em troca de saber a hora certa de dizer as coisas.
Às vezes eu tenho medo de perder certas coisas que só eu sei o que significam pra mim. Já perdi tantas nessa vida que não quero mais isso. Perder a coragem de falar pra mim é mais ou menos como se me contemplassem um dia com uma dose considerável de creolina junto ao meu café da manhã, e isso me levaria a uma viagem com passagem só de ida pra onde não adiantaria de nada eu gritar o que às vezes me dá vontade de gritar. Falar e sentir são as duas faces de uma mesma moeda, é ação que por sua vez tem sua reação.
Penso que devemos ser a mudança que queremos ver. Aperte o play e se assista como quiser, mas te assista, acima de tudo e de todos. Existem duas pessoas em mim: o que eu faço e o que eu sou. São pessoas diferentes que, aos olhos de muitos, são absolutamente iguais. Eu não desisto de me assistir. Não desisto absolutamente de nada, nem mesmo dos meus sonhos. Obstáculos vem, mas também somem, basta eu querer. Só depende de mim.
Coloco isso na minha Prateleira Das Coisas Que Vem Em Primeiro Plano, porque ficar em segundo plano é somente aquilo que não é digno de ficar em primeiro. E digo mais sobre coisas consideradas significantes pra mim; há determinado tipo de pessoa que eu nem preciso me dar ao trabalho de desconfiar, é bom caráter e ponto, e além disso me faz querer ser dopado de tal companhia quando eu mais preciso, tipo agora. Gente assim me arranca uma porção de sorrisos, enfim. Eu sempre acho uma porção de coisas, mas acabo encontrando nada. Invariavelmente.
Tenho tantos sentimentos, deve ter algum que sirva.
Existem palavras que não consigo mais pronunciar, como se tivessem sido arrancadas do meu vocabulário. Não acho totalmente perda de tempo ficar quieto em determinados momentos, pois sei que esse breve silêncio vago em que nada é falado às vezes é mais eloquente do que algumas frases ditas. Fiz um trato com o tempo, e prometi fazer qualquer negócio em troca de saber a hora certa de dizer as coisas.
Às vezes eu tenho medo de perder certas coisas que só eu sei o que significam pra mim. Já perdi tantas nessa vida que não quero mais isso. Perder a coragem de falar pra mim é mais ou menos como se me contemplassem um dia com uma dose considerável de creolina junto ao meu café da manhã, e isso me levaria a uma viagem com passagem só de ida pra onde não adiantaria de nada eu gritar o que às vezes me dá vontade de gritar. Falar e sentir são as duas faces de uma mesma moeda, é ação que por sua vez tem sua reação.
Penso que devemos ser a mudança que queremos ver. Aperte o play e se assista como quiser, mas te assista, acima de tudo e de todos. Existem duas pessoas em mim: o que eu faço e o que eu sou. São pessoas diferentes que, aos olhos de muitos, são absolutamente iguais. Eu não desisto de me assistir. Não desisto absolutamente de nada, nem mesmo dos meus sonhos. Obstáculos vem, mas também somem, basta eu querer. Só depende de mim.
Coloco isso na minha Prateleira Das Coisas Que Vem Em Primeiro Plano, porque ficar em segundo plano é somente aquilo que não é digno de ficar em primeiro. E digo mais sobre coisas consideradas significantes pra mim; há determinado tipo de pessoa que eu nem preciso me dar ao trabalho de desconfiar, é bom caráter e ponto, e além disso me faz querer ser dopado de tal companhia quando eu mais preciso, tipo agora. Gente assim me arranca uma porção de sorrisos, enfim. Eu sempre acho uma porção de coisas, mas acabo encontrando nada. Invariavelmente.
Tenho tantos sentimentos, deve ter algum que sirva.
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