Hoje foi mais um dia que fiquei a fim de uma coisa que eu não sei exatamente o que é dentre as várias coisas que eu venho querendo ultimamente.
Minha vida tem feito algum sentido, pelo menos por esses dias. Coisas boas acontecendo o tempo todo e algumas melhores não acontecendo, mas que deveriam acontecer, coisas essas que deveriam sair da teoria e se mostrar na prática.
Impressiona a capacidade que eu tenho de gostar do que não existe. Aliás, não sei se ‘gostar’ é o verbo correto a se usar na ocasião. Isso é como se você estivesse em um sonho num lugar magnífico e com isso se sentisse infinitamente feliz. Tudo são flores e os pássaros cantam enquanto você caminha por entre os ramos verdejantes. Além disso eu acho que isso seria um motivo pra gostar de tudo aquilo que me esforço pra conquistar. Conhecer o novo, abranger o desconhecido e conquistá-lo, tá aí a minha fórmula da felicidade – se é que há uma fórmula pra ela.
Penso que eu deveria ter todos os motivos do mundo pra não acreditar nisso tudo que eu insisto em acreditar, tal como continuo acreditando – mesmo nos dias de hoje – em relacionamentos cheios de verdade, onde demonstrações de carinho são irrefutáveis consequências. De tonto eu só tenho a cara e o jeito de andar, mas não tenho conseguido parar de pensar nisso ultimamente. As pessoas dizem que a vida é curta e que você pode ser atropelado por um ônibus em qualquer momento e que você tem que viver cada dia como se fosse o último. BESTEIRA. A vida é longa! Você provavelmente não vai ser atropelado por um ônibus na esquina da tua casa não, e você vai ter que viver com as escolhas que você faz para os próximos cinquenta anos.
Uma das principais inconstâncias minhas no momento é essa estranha sensação de engolir o mundo inteiro e ainda faltar algo. É como se eu sentisse um carinho calado que na verdade não existe, e com isso resguardasse um amor digno de apresentação pública.
Escrevo demais por não ter absolutamente mais nada a dizer. E pra mim o impossível ainda é possível.
Tudo tem um limite, até isso. Todos tem um limite, até eu.
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
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