Cada pessoa age de uma forma diferente à medida que o tempo vai passando. Isso é a ordem natural das coisas. E isso também nem sempre é muito legal. Tem gente que muda do dia pra noite, assim como tem gente que demora um determinado tempo pra que a mesma – de alguma forma – sofra alguma mutação (no sentido menos heróico da palavra).
Certa vez me perguntei qual era a fórmula ou alguma possível explicação – se é que ela exista ou possa existir um dia – como as pessoas são capazes de mudar a tal ponto de causar a inconstância e uma certa desaceitação na vida de outrem. Outra vez me peguei em um momento de puro saudosismo, como sempre procurando perguntas dentro de respostas. Em vão, pois quanto mais chegava nesse ponto era uma queda, e me via num estado de espírito inquieto, com a qual eu não sentia a mínima falta. Não se pode dizer que tem um coração batendo no peito e sair andando por aí sem dar explicação quando se perguntado à respeito, como se nada tivesse acontecendo. Mas muita gente não sabe que é impossível responder a uma pergunta em que o questionado não sabe sequer o que há dentro de si.
Tenho evitado a desistência, na maioria das vezes. Os momentos em que eu chego enfim onde penso ser mais uma encruzilhada da minha vida são os mais angustiantes possíveis. E isso também não é muito legal.
Às vezes penso que minha vida é contada no check in, isso pra não dizer no caminho até o avião, e além disso isso pode ser a previsão de como será o próximo vôo. Turbulências? Virão sim, e elas são constantes pra mim. Tem saudade que vai junto com o avião, tem paixão que não solta do chão da nossa casa, tem ansiedade que fica na parede do nosso quarto. Mas mesmo assim meu vôo continua seguindo em frente, e o tempo não pára pra que eu possa descansar.
Eu preciso de muitas coisas. Mas tem mais coisas ainda de que eu não preciso.
É. Me sentirei mais seguro dentro de um avião mesmo. Um avião sem piloto.
segunda-feira, 28 de junho de 2010
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