Eu já me machuquei de tanto sentir saudade.
Foi de repente, e quando me vi já estava com aquilo impregnado dentro do meu peito como velcro. Não coube a mim escolher se sentiria aquilo ou não, foi algo automático e injusto. Sim, na maioria das vezes a saudade é injusta. Me peguei em um momento de muita ansiedade – como sempre acontece comigo e isso não é novidade nenhuma aqui – e não sabia ao certo o que fazer exatamente. E agora?
Inconstância. Nada é capaz de barrar esse sentimento acompanhado de uma dose considerável de ansiedade. Talvez essa seja a principal fórmula da loucura, ou até mesmo da eminente situação que me vejo nos intervalos de tempo em que paro pra pensar. Inquietação. A gente não sabe, mas há certos caminhos e estradas da nossa vida em que sequer há uma certa percepção emocional e notória. Algumas coisas – pessoas, lugares, histórias – simplesmente sumiram da minha vida e é até engraçado pensar que elas não fazem falta alguma. É assim que acontece, e a gente só se dá conta disso quando pára pra dar lugar ao bom e velho saudosismo, nem que seja por alguns poucos minutos.
Só sente saudade quem um dia já amou ou sentiu algo realmente verdadeiro. Saudade é você passar por um caminho e reciprocamente esse caminho também passar por você e deixar marcas, e motivos de sobra para futuras lembranças benéficas. É você se prender à determinados momentos e pessoas da vida simplesmente por eles terem sido simples de mais naquele milésimo de segundo. E isso vale a pena. E muito. A vida é isso mesmo, o tempo vai passando e a saudade apenas vai mudando de endereço…
Para que a saudade valha a pena, é preciso ser amado. E amar. E amar-se.
Oi, saudade. Fazia tempo que não tê sentia. Mas agora já pode ir embora e parar de me atrapalhar a vida.
terça-feira, 22 de junho de 2010
Assinar:
Postar comentários (Atom)

Nenhum comentário:
Postar um comentário