Esse que aqui escreve sou eu com saudade, indigno de menção fotográfica.
Ando terminando frases com ‘to fora’ e preenchendo lacunas de diálogos com ‘…enfim’. Essa tem sido minhas respostas no momento, respostas de poucas palavras mas que escondem muitas explicações em suas entrelinhas. Às vezes não é necessário dar uma resposta que a outra pessoa a classifique como resposta, exatamente, mas se você tem as manhas do que está falando é melhor se omitir e logo de cara mandar uma coisa tal como um eufemismo, pra aliviar e amenizar o real efeito do que realmente deveria ser mencionado.
Muita gente tem medo de ouvir algo que de alguma forma lhe causará incômodo. De fato isso é normal, pois sei que toda contradição é o oposto do que você realmente defende e acredita. A ficha demora a cair, mas o que se pode fazer quando não há absolutamente mais nada a fazer? Lamentar, talvez. Chorar, quem sabe. E lembrar. E relembrar.
Impressiona a capacidade que o ser humano têm de se expor ao ridículo quando está desesperado. Isso também serve pra quem vive numa ansiedade sem fim e sem saber o porquê. Ansiedade é uma das piores coisas do mundo. É como esperar por algo que a gente não tem a mínima idéia da possibilidade de acontecer. Normalmente a gente fala ou faz as coisas mais idiotas do mundo quando tá ansioso demais ou algo do tipo. E normalmente isso não é muito legal.
Quanto mais eu descubro coisas sobre a vida, menos eu sei sobre eu mesmo. E digo mais, eu escrevo pra remover em mim o excesso de culpa, mesmo ela não sendo minha. Culpa essa de não saber a hora certa de dizer as coisas. Culpa que me culpa. Culpa essa que me tira o sono quando me sinto incomodado com coisas que não devem ser explicadas mas que dão vontade de explicar.
Pra mim – isso pode ser muito pessoal – escrever é enfiar um dedo na garganta. Essa ânsia que eu sinto é amenizada quando eu cuspo todas essas minhas inconstâncias em todas as direções eu as devio de quem eu quero, deixando atingir quem realmente precisa ser atingido. Mas o mais prejudicado nessa história toda sou eu mesmo, eu peco na minha omissão e isso é como se eu apontasse uma arma contra meu próprio peito e apertasse o gatilho.
O que está escrito na maioria das vezes é fictício, mas confesso gostar tanto desse cenário que dá vontade de vivê-lo sempre.
Há palavras que nos roubam. Há palavras que nos devolvem.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
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