Tem sentimento que é intenso demais, inquietante demais, e grande demais. Esse não fica guardado no peito. Ele explode pra todos os lados.
É um vício pessoal que atinge quem se prostar no caminho de quem o possui, independentemente da vontade do individuo. Essa situação é automática, com força própria, sem precedentes ou aviso prévio, mas com o mais puro e genuíno sentimento na sua fórmula. O choro e uma perceptível falha na voz podem ser a demonstração de quão fiel e singela é a delicadeza com que você trata determinado assunto envolvendo uma outra pessoa.
Esse veludo nada mais é do que aquela ferida causada por uma arma de fogo qualquer, essa mesma que na qual deixou alojada uma bala – com um calibre desmedido – do lado esquerdo do peito, onde ela mais tem força e mais machuca. O único problema não é essa saudade que a ferida traz viver batendo, o problema sou eu viver apanhando por ter ela na alma e no coração.
Volto a dizer: saudade não é vazio, é presença. Presença de algo que não está mais ali. A pessoa demora a aceitar isso quando se depara toda manhã com aquela lembrança mais explícita logo na sua frente, mas dentro dela tem alguma coisa que faz ela acreditar que é isso mesmo e ponto final. O sofrimento causado por esse sentimento nasce das inadequações. O que queremos da vida esbarra no que a vida nos oferece. Só o esforço diário e o tempo são capazes de definir algum tipo de resultado. Não permita que as insatisfações pessoais de hoje determinem as esperanças futuras, pois essa vida que todo mundo tem não se limita ao momento presente.
Algo me diz que perdi algo. Pode ser que não seja nada demais. Pode ser que signifique uma das coisas mais importantes do mundo.
Se o vazio fosse real, a gente botava algo no lugar.
terça-feira, 7 de dezembro de 2010
terça-feira, 5 de outubro de 2010
Dezoito anos, me fizeram ver
O tempo passa rápido e a gente nem percebe. Acredite, porque é verdade.
Me lembro muito bem, como se fosse ontem. Pra onde quer que eu olhe há sempre algo que de alguma forma tem a capacidade de me reportar no tempo, nem que seja por um breve momento. Me prosto diante do quintal de casa, fazendo aquela sondagem nostalgica em cima dos mais singelos objetos e lugares que encontro pela frente, sempre fazendo perguntas, mas nunca encontrando uma resposta capaz de me assossegar a alma. Lembro que eu corria pelo quintal de casa tal como um louco e com um baita sorriso estampado na cara. Lembro que havia uma época do ano em que eu era mais feliz que as demais, e nesse período de tempo nada era capaz de me decepcionar, nem mesmo a idéia de que um desses muitos dias de setembro me deixaria mais velho. Eu cresci. E fui crescendo.
Hoje vejo que o pensamento que tenho bordado pelos diversos fios que se alojam dentro da cabeça – aquele mesmo, indigno e dono dessa minha inconstância - é totalmente o contrário daquilo que me fazia um certo bem na minha infância. O lugar é o mesmo, com algumas pequenas mudanças é claro. As tintas das paredes e das madeiras já não demonstram mais aquele brilho e contraste de outrora, agora o que se vê é uma pequena textura quase que imperceptivel, textura essa que é firme o suficiente pra tampar ao menos as marcas de bola que eu sempre deixava nas paredes, que era minha marca registrada.
A gente precisa aprender que aquele desejo de ficar mais velho um dia vira negação, um dia você vai ver que erroneamente estava tentando adiantar o tempo e quando você se dar conta será meio tarde, pois um grande espaço de tempo talvez tenha sido desperdiçado nessa tentativa impensante de crescer logo.
Ah, como o tempo passou! Todos aqueles fins de tarde nunca terão sido em vão. Um à um eles vão me recordando de como eu fui feliz. De todas as coisas que eu ainda lembro a primavera nunca foi a mesma. Os anos passam e o tempo parece voar, mas as memórias sempre permanecem. No começo, meio e fim de Setembro, eu ainda brincava na chuva e tudo era sorrisos e alegrias. Me pego agora refletindo como foram especiais todas aquelas coisas que me tiravam de casa pra me fazer o ser humano mais feliz desse mundo. Valeu a pena no final. Agora tudo parece tão claro, não sobrou nada à temer além do medo de perder as memórias e imagens guardadas dentro da cabeça e do coração. Agora os dias são tão longos mas ao mesmo tempo quietos e sorrateiros que a primavera está vindo aí junto com meu décimo oitavo aniversário. Eu alcancei alguma coisa que já se foi.
Eu sabia que teria que deixar o tempo passar querendo ou não, mas eu nunca sabia quando nem como. Eu terminaria aqui, hoje, da maneira que sou e estou. Sim, eu sabia que tinha que deixar o tempo passar. Mas nunca saberia como nem quando. O único pensamento relevante que me assossega um pouco é que, o tempo passa pra todo mundo, e não é só eu que envelheço com isso.
E aí que eu senti o peso do tempo nas minhas costas com meus dezoito anos de idade. Sejam fotos, filmes ou histórias reais… eu me derreto com tudo que faça menção à minha infância. Desculpe, mas meu choro é sincero.
O tempo passa muito rápido e a gente nem se dá conta disso. Acredite, porque é verdade.
Me lembro muito bem, como se fosse ontem. Pra onde quer que eu olhe há sempre algo que de alguma forma tem a capacidade de me reportar no tempo, nem que seja por um breve momento. Me prosto diante do quintal de casa, fazendo aquela sondagem nostalgica em cima dos mais singelos objetos e lugares que encontro pela frente, sempre fazendo perguntas, mas nunca encontrando uma resposta capaz de me assossegar a alma. Lembro que eu corria pelo quintal de casa tal como um louco e com um baita sorriso estampado na cara. Lembro que havia uma época do ano em que eu era mais feliz que as demais, e nesse período de tempo nada era capaz de me decepcionar, nem mesmo a idéia de que um desses muitos dias de setembro me deixaria mais velho. Eu cresci. E fui crescendo.
Hoje vejo que o pensamento que tenho bordado pelos diversos fios que se alojam dentro da cabeça – aquele mesmo, indigno e dono dessa minha inconstância - é totalmente o contrário daquilo que me fazia um certo bem na minha infância. O lugar é o mesmo, com algumas pequenas mudanças é claro. As tintas das paredes e das madeiras já não demonstram mais aquele brilho e contraste de outrora, agora o que se vê é uma pequena textura quase que imperceptivel, textura essa que é firme o suficiente pra tampar ao menos as marcas de bola que eu sempre deixava nas paredes, que era minha marca registrada.
A gente precisa aprender que aquele desejo de ficar mais velho um dia vira negação, um dia você vai ver que erroneamente estava tentando adiantar o tempo e quando você se dar conta será meio tarde, pois um grande espaço de tempo talvez tenha sido desperdiçado nessa tentativa impensante de crescer logo.
Ah, como o tempo passou! Todos aqueles fins de tarde nunca terão sido em vão. Um à um eles vão me recordando de como eu fui feliz. De todas as coisas que eu ainda lembro a primavera nunca foi a mesma. Os anos passam e o tempo parece voar, mas as memórias sempre permanecem. No começo, meio e fim de Setembro, eu ainda brincava na chuva e tudo era sorrisos e alegrias. Me pego agora refletindo como foram especiais todas aquelas coisas que me tiravam de casa pra me fazer o ser humano mais feliz desse mundo. Valeu a pena no final. Agora tudo parece tão claro, não sobrou nada à temer além do medo de perder as memórias e imagens guardadas dentro da cabeça e do coração. Agora os dias são tão longos mas ao mesmo tempo quietos e sorrateiros que a primavera está vindo aí junto com meu décimo oitavo aniversário. Eu alcancei alguma coisa que já se foi.
Eu sabia que teria que deixar o tempo passar querendo ou não, mas eu nunca sabia quando nem como. Eu terminaria aqui, hoje, da maneira que sou e estou. Sim, eu sabia que tinha que deixar o tempo passar. Mas nunca saberia como nem quando. O único pensamento relevante que me assossega um pouco é que, o tempo passa pra todo mundo, e não é só eu que envelheço com isso.
E aí que eu senti o peso do tempo nas minhas costas com meus dezoito anos de idade. Sejam fotos, filmes ou histórias reais… eu me derreto com tudo que faça menção à minha infância. Desculpe, mas meu choro é sincero.
O tempo passa muito rápido e a gente nem se dá conta disso. Acredite, porque é verdade.
terça-feira, 28 de setembro de 2010
Vou desconstruir a saudade pra voltar a viver.
Talvez devo estar sendo repetitivo demais ao dizer que a ficha ainda não caiu, mas é a mais pura verdade que insiste em tocar a ponta da língua até ser pronunciada. Hoje, isso faz parte daquelas coisas que parecem não caber em um mês, mas cabem. A gente caminha procurando algum vestígio deixado pra provar que algum dia em algum momento tu esteve bem ali, ocupando aquele espaço que hoje fica vago e que em vezes chega a ficar longínquo, me levando à passeio nas lembranças de uma vida que vem e vai com o tempo.
Teu retrato sobre o móvel da sala mostra que aquele território ali é teu, que aquela varanda na entrada da casa é tua, e mostra principalmente o mais genuíno dos significados, a saudade e falta que tu faz. Trinta dias e algumas horas fazem uma certa reviravolta dentro da cabeça, mas de uma certa forma isso me força a ver os mais sublimes momentos também.
Achei que bastasse fechar os olhos com bastante força pra fazer o tempo retroceder. A gente mentaliza seguido sempre da promessa: só dessa vez. Mas essa tarefa nem sempre é concluída com sucesso. Às vezes eu só quero minha vida simples de volta, será que é pedir de mais? Existem certas coisas que é melhor não entender ou não saber, acredite, dói menos. Essa saudade que agora fica são todas as coisas que estão ali para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou e de lá não sai.
Teu silêncio é mais alto que o barulho das trubinas que esse avião onde estou faz. Confesso que estaria mais seguro aqui mesmo, só que sem piloto. Descobri o porquê de eu estar me emocionando com qualquer coisa que alguém fale, coisa típica de gente que tem o coração maior que o cérebro. Taí um comportamento humano que eu definitivamente não entendo. Sentir saudades de alguém não quer dizer que você conviveu com a pessoa muito tempo, mas sim porque ela te marcou em algum momento. Eu sempre me imagino voltando ao passado e fazendo a minha vida do mesmo jeitinho – em momentos mudando algumas coisinhas – e com uma dose infinita de intensidade. Sinto muito, mas ele sempre está lá. Incógnito, invisível, inviável. In, enfim.
A arte de controlar os sentimentos essa eu ainda não domino. Tenho a super habilidade de me magoar sozinho aí depois fazer as pazes comigo mesmo. Eu tenho uma casa cheia de coisas mas que ao mesmo tempo está vazia, e uma vontade eminente de deixar tudo no seu devido lugar, (re)começar do zero faz eu me sentir muito perdido nessa vida. Uma pequena ressalva agora, uma que me tomou há alguns dias, pensei comigo ”por vergonha de parecer exigente e egoísta demais, sonhei pequeno. Isso foi suficiente para mantê-lo longe dos meus pensamentos.” Quem é que quer perder alguém que gosta muito? Eu sou egoísta. Você é egoísta. O mundo todo é egoísta.
Vou desconstruir a saudade pra voltar a viver.
Posso não saber muitas coisas, mas sei perfeitamente como ser um ser humano completo de corpo, ALMA e CORAÇÃO.
Posso não saber muito, mas sei como amar alguém
Teu retrato sobre o móvel da sala mostra que aquele território ali é teu, que aquela varanda na entrada da casa é tua, e mostra principalmente o mais genuíno dos significados, a saudade e falta que tu faz. Trinta dias e algumas horas fazem uma certa reviravolta dentro da cabeça, mas de uma certa forma isso me força a ver os mais sublimes momentos também.
Achei que bastasse fechar os olhos com bastante força pra fazer o tempo retroceder. A gente mentaliza seguido sempre da promessa: só dessa vez. Mas essa tarefa nem sempre é concluída com sucesso. Às vezes eu só quero minha vida simples de volta, será que é pedir de mais? Existem certas coisas que é melhor não entender ou não saber, acredite, dói menos. Essa saudade que agora fica são todas as coisas que estão ali para nos dizer que não, a pessoa não foi embora. Muito pelo contrário: ela ficou e de lá não sai.
Teu silêncio é mais alto que o barulho das trubinas que esse avião onde estou faz. Confesso que estaria mais seguro aqui mesmo, só que sem piloto. Descobri o porquê de eu estar me emocionando com qualquer coisa que alguém fale, coisa típica de gente que tem o coração maior que o cérebro. Taí um comportamento humano que eu definitivamente não entendo. Sentir saudades de alguém não quer dizer que você conviveu com a pessoa muito tempo, mas sim porque ela te marcou em algum momento. Eu sempre me imagino voltando ao passado e fazendo a minha vida do mesmo jeitinho – em momentos mudando algumas coisinhas – e com uma dose infinita de intensidade. Sinto muito, mas ele sempre está lá. Incógnito, invisível, inviável. In, enfim.
A arte de controlar os sentimentos essa eu ainda não domino. Tenho a super habilidade de me magoar sozinho aí depois fazer as pazes comigo mesmo. Eu tenho uma casa cheia de coisas mas que ao mesmo tempo está vazia, e uma vontade eminente de deixar tudo no seu devido lugar, (re)começar do zero faz eu me sentir muito perdido nessa vida. Uma pequena ressalva agora, uma que me tomou há alguns dias, pensei comigo ”por vergonha de parecer exigente e egoísta demais, sonhei pequeno. Isso foi suficiente para mantê-lo longe dos meus pensamentos.” Quem é que quer perder alguém que gosta muito? Eu sou egoísta. Você é egoísta. O mundo todo é egoísta.
Vou desconstruir a saudade pra voltar a viver.
Posso não saber muitas coisas, mas sei perfeitamente como ser um ser humano completo de corpo, ALMA e CORAÇÃO.
Posso não saber muito, mas sei como amar alguém
segunda-feira, 16 de agosto de 2010
Escrevo demais por não ter absolutamente mais nada a dizer.
Hoje foi mais um dia que fiquei a fim de uma coisa que eu não sei exatamente o que é dentre as várias coisas que eu venho querendo ultimamente.
Minha vida tem feito algum sentido, pelo menos por esses dias. Coisas boas acontecendo o tempo todo e algumas melhores não acontecendo, mas que deveriam acontecer, coisas essas que deveriam sair da teoria e se mostrar na prática.
Impressiona a capacidade que eu tenho de gostar do que não existe. Aliás, não sei se ‘gostar’ é o verbo correto a se usar na ocasião. Isso é como se você estivesse em um sonho num lugar magnífico e com isso se sentisse infinitamente feliz. Tudo são flores e os pássaros cantam enquanto você caminha por entre os ramos verdejantes. Além disso eu acho que isso seria um motivo pra gostar de tudo aquilo que me esforço pra conquistar. Conhecer o novo, abranger o desconhecido e conquistá-lo, tá aí a minha fórmula da felicidade – se é que há uma fórmula pra ela.
Penso que eu deveria ter todos os motivos do mundo pra não acreditar nisso tudo que eu insisto em acreditar, tal como continuo acreditando – mesmo nos dias de hoje – em relacionamentos cheios de verdade, onde demonstrações de carinho são irrefutáveis consequências. De tonto eu só tenho a cara e o jeito de andar, mas não tenho conseguido parar de pensar nisso ultimamente. As pessoas dizem que a vida é curta e que você pode ser atropelado por um ônibus em qualquer momento e que você tem que viver cada dia como se fosse o último. BESTEIRA. A vida é longa! Você provavelmente não vai ser atropelado por um ônibus na esquina da tua casa não, e você vai ter que viver com as escolhas que você faz para os próximos cinquenta anos.
Uma das principais inconstâncias minhas no momento é essa estranha sensação de engolir o mundo inteiro e ainda faltar algo. É como se eu sentisse um carinho calado que na verdade não existe, e com isso resguardasse um amor digno de apresentação pública.
Escrevo demais por não ter absolutamente mais nada a dizer. E pra mim o impossível ainda é possível.
Tudo tem um limite, até isso. Todos tem um limite, até eu.
Minha vida tem feito algum sentido, pelo menos por esses dias. Coisas boas acontecendo o tempo todo e algumas melhores não acontecendo, mas que deveriam acontecer, coisas essas que deveriam sair da teoria e se mostrar na prática.
Impressiona a capacidade que eu tenho de gostar do que não existe. Aliás, não sei se ‘gostar’ é o verbo correto a se usar na ocasião. Isso é como se você estivesse em um sonho num lugar magnífico e com isso se sentisse infinitamente feliz. Tudo são flores e os pássaros cantam enquanto você caminha por entre os ramos verdejantes. Além disso eu acho que isso seria um motivo pra gostar de tudo aquilo que me esforço pra conquistar. Conhecer o novo, abranger o desconhecido e conquistá-lo, tá aí a minha fórmula da felicidade – se é que há uma fórmula pra ela.
Penso que eu deveria ter todos os motivos do mundo pra não acreditar nisso tudo que eu insisto em acreditar, tal como continuo acreditando – mesmo nos dias de hoje – em relacionamentos cheios de verdade, onde demonstrações de carinho são irrefutáveis consequências. De tonto eu só tenho a cara e o jeito de andar, mas não tenho conseguido parar de pensar nisso ultimamente. As pessoas dizem que a vida é curta e que você pode ser atropelado por um ônibus em qualquer momento e que você tem que viver cada dia como se fosse o último. BESTEIRA. A vida é longa! Você provavelmente não vai ser atropelado por um ônibus na esquina da tua casa não, e você vai ter que viver com as escolhas que você faz para os próximos cinquenta anos.
Uma das principais inconstâncias minhas no momento é essa estranha sensação de engolir o mundo inteiro e ainda faltar algo. É como se eu sentisse um carinho calado que na verdade não existe, e com isso resguardasse um amor digno de apresentação pública.
Escrevo demais por não ter absolutamente mais nada a dizer. E pra mim o impossível ainda é possível.
Tudo tem um limite, até isso. Todos tem um limite, até eu.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Tenho tantos sentimentos, deve ter algum que sirva.
Ando totalmente perdido; tipo, na vida.
Existem palavras que não consigo mais pronunciar, como se tivessem sido arrancadas do meu vocabulário. Não acho totalmente perda de tempo ficar quieto em determinados momentos, pois sei que esse breve silêncio vago em que nada é falado às vezes é mais eloquente do que algumas frases ditas. Fiz um trato com o tempo, e prometi fazer qualquer negócio em troca de saber a hora certa de dizer as coisas.
Às vezes eu tenho medo de perder certas coisas que só eu sei o que significam pra mim. Já perdi tantas nessa vida que não quero mais isso. Perder a coragem de falar pra mim é mais ou menos como se me contemplassem um dia com uma dose considerável de creolina junto ao meu café da manhã, e isso me levaria a uma viagem com passagem só de ida pra onde não adiantaria de nada eu gritar o que às vezes me dá vontade de gritar. Falar e sentir são as duas faces de uma mesma moeda, é ação que por sua vez tem sua reação.
Penso que devemos ser a mudança que queremos ver. Aperte o play e se assista como quiser, mas te assista, acima de tudo e de todos. Existem duas pessoas em mim: o que eu faço e o que eu sou. São pessoas diferentes que, aos olhos de muitos, são absolutamente iguais. Eu não desisto de me assistir. Não desisto absolutamente de nada, nem mesmo dos meus sonhos. Obstáculos vem, mas também somem, basta eu querer. Só depende de mim.
Coloco isso na minha Prateleira Das Coisas Que Vem Em Primeiro Plano, porque ficar em segundo plano é somente aquilo que não é digno de ficar em primeiro. E digo mais sobre coisas consideradas significantes pra mim; há determinado tipo de pessoa que eu nem preciso me dar ao trabalho de desconfiar, é bom caráter e ponto, e além disso me faz querer ser dopado de tal companhia quando eu mais preciso, tipo agora. Gente assim me arranca uma porção de sorrisos, enfim. Eu sempre acho uma porção de coisas, mas acabo encontrando nada. Invariavelmente.
Tenho tantos sentimentos, deve ter algum que sirva.
Existem palavras que não consigo mais pronunciar, como se tivessem sido arrancadas do meu vocabulário. Não acho totalmente perda de tempo ficar quieto em determinados momentos, pois sei que esse breve silêncio vago em que nada é falado às vezes é mais eloquente do que algumas frases ditas. Fiz um trato com o tempo, e prometi fazer qualquer negócio em troca de saber a hora certa de dizer as coisas.
Às vezes eu tenho medo de perder certas coisas que só eu sei o que significam pra mim. Já perdi tantas nessa vida que não quero mais isso. Perder a coragem de falar pra mim é mais ou menos como se me contemplassem um dia com uma dose considerável de creolina junto ao meu café da manhã, e isso me levaria a uma viagem com passagem só de ida pra onde não adiantaria de nada eu gritar o que às vezes me dá vontade de gritar. Falar e sentir são as duas faces de uma mesma moeda, é ação que por sua vez tem sua reação.
Penso que devemos ser a mudança que queremos ver. Aperte o play e se assista como quiser, mas te assista, acima de tudo e de todos. Existem duas pessoas em mim: o que eu faço e o que eu sou. São pessoas diferentes que, aos olhos de muitos, são absolutamente iguais. Eu não desisto de me assistir. Não desisto absolutamente de nada, nem mesmo dos meus sonhos. Obstáculos vem, mas também somem, basta eu querer. Só depende de mim.
Coloco isso na minha Prateleira Das Coisas Que Vem Em Primeiro Plano, porque ficar em segundo plano é somente aquilo que não é digno de ficar em primeiro. E digo mais sobre coisas consideradas significantes pra mim; há determinado tipo de pessoa que eu nem preciso me dar ao trabalho de desconfiar, é bom caráter e ponto, e além disso me faz querer ser dopado de tal companhia quando eu mais preciso, tipo agora. Gente assim me arranca uma porção de sorrisos, enfim. Eu sempre acho uma porção de coisas, mas acabo encontrando nada. Invariavelmente.
Tenho tantos sentimentos, deve ter algum que sirva.
quinta-feira, 29 de julho de 2010
Eu sou o acidente, e eu sou grave
Olha quem voltou. A figura eminente da forma física da inconstância. De volta. De novo. E novo.
Sinto mais ar cabendo em meus pulmões e uma pausa mais longa nas entrelinhas do que eu tenho pra falar, bem como o aconchego de forma carinhosa e ímpar do meu lar. Estive longe do que eu queria me afastar justamente pra encontrar alívio em qualquer palavra que eu ouvisse. Estive longe de mim. Às vezes pego carona no que eu não sei se algum dia terá a viagem de volta.
Sentado do lado da janela eu podia ver o que passava e ficava pra trás, e um pouco do que ainda tinha que ser ultrapassado. Parece que sozinho a gente encontra alguma coisa que se assemelhe a uma resposta do que você tanto quer saber. Procuro saber o que eu ainda não sei, mas só de reler alguns trechos mentais meus sinto como se passeasse pelo tempo, num ônibus com somente um banco, de uma linha que termina no hoje.
Entre o sim e o não: talvez. Isso serve como prefácio da minha vida. Nada mais justo do que reticenciar uma pessoa como eu logo no começo, ao invés de fazê-lo no final. A minha grafia impede que o leitor tenha a conclusão exata do que eu propriamente escrevo. Só sei que pedi um tempo pra pensar e não precisei nem de meia hora pra perceber o quanto eu amo e o quanto é bom estar acompanhado, e assim não mais sozinho.
Daonde eu tiro tudo isso?
Não há um saco sem fundo, nem um baú, muito menos algum logradouro inexistente que só se atinge em pensamento. É de verdade. É muito real. Na verdade eu não sei o que é, pois só tenho acesso a ele quando estou de olhos fechados. Tudo que me vem à memória agora são as paredes frias e o eco da minha voz, que se perde no espaço. Quando menos espero, me pego apalpando memórias em busca de algo que faça sentido para todos, e não só pra mim. Eu vivo em função de compartilhar minhas dádivas e meus demônios com aqueles que optaram por me seguir. Eu vivo em função dos que significam algo pra mim e me consideram.
Hoje o tempo voa. Temos uma vida só, mas dentro dessa podemos viver muitas. E eu quero todas as minhas. Porque a gente nasceu pra ser feliz!
Eu faço parte de toda essa viagem, mas não sou o piloto. Não sou o passageiro. Não sou o pedestre.
Eu sou o acidente, e eu sou grave.
Sinto mais ar cabendo em meus pulmões e uma pausa mais longa nas entrelinhas do que eu tenho pra falar, bem como o aconchego de forma carinhosa e ímpar do meu lar. Estive longe do que eu queria me afastar justamente pra encontrar alívio em qualquer palavra que eu ouvisse. Estive longe de mim. Às vezes pego carona no que eu não sei se algum dia terá a viagem de volta.
Sentado do lado da janela eu podia ver o que passava e ficava pra trás, e um pouco do que ainda tinha que ser ultrapassado. Parece que sozinho a gente encontra alguma coisa que se assemelhe a uma resposta do que você tanto quer saber. Procuro saber o que eu ainda não sei, mas só de reler alguns trechos mentais meus sinto como se passeasse pelo tempo, num ônibus com somente um banco, de uma linha que termina no hoje.
Entre o sim e o não: talvez. Isso serve como prefácio da minha vida. Nada mais justo do que reticenciar uma pessoa como eu logo no começo, ao invés de fazê-lo no final. A minha grafia impede que o leitor tenha a conclusão exata do que eu propriamente escrevo. Só sei que pedi um tempo pra pensar e não precisei nem de meia hora pra perceber o quanto eu amo e o quanto é bom estar acompanhado, e assim não mais sozinho.
Daonde eu tiro tudo isso?
Não há um saco sem fundo, nem um baú, muito menos algum logradouro inexistente que só se atinge em pensamento. É de verdade. É muito real. Na verdade eu não sei o que é, pois só tenho acesso a ele quando estou de olhos fechados. Tudo que me vem à memória agora são as paredes frias e o eco da minha voz, que se perde no espaço. Quando menos espero, me pego apalpando memórias em busca de algo que faça sentido para todos, e não só pra mim. Eu vivo em função de compartilhar minhas dádivas e meus demônios com aqueles que optaram por me seguir. Eu vivo em função dos que significam algo pra mim e me consideram.
Hoje o tempo voa. Temos uma vida só, mas dentro dessa podemos viver muitas. E eu quero todas as minhas. Porque a gente nasceu pra ser feliz!
Eu faço parte de toda essa viagem, mas não sou o piloto. Não sou o passageiro. Não sou o pedestre.
Eu sou o acidente, e eu sou grave.
sexta-feira, 16 de julho de 2010
Palavras
Esse que aqui escreve sou eu com saudade, indigno de menção fotográfica.
Ando terminando frases com ‘to fora’ e preenchendo lacunas de diálogos com ‘…enfim’. Essa tem sido minhas respostas no momento, respostas de poucas palavras mas que escondem muitas explicações em suas entrelinhas. Às vezes não é necessário dar uma resposta que a outra pessoa a classifique como resposta, exatamente, mas se você tem as manhas do que está falando é melhor se omitir e logo de cara mandar uma coisa tal como um eufemismo, pra aliviar e amenizar o real efeito do que realmente deveria ser mencionado.
Muita gente tem medo de ouvir algo que de alguma forma lhe causará incômodo. De fato isso é normal, pois sei que toda contradição é o oposto do que você realmente defende e acredita. A ficha demora a cair, mas o que se pode fazer quando não há absolutamente mais nada a fazer? Lamentar, talvez. Chorar, quem sabe. E lembrar. E relembrar.
Impressiona a capacidade que o ser humano têm de se expor ao ridículo quando está desesperado. Isso também serve pra quem vive numa ansiedade sem fim e sem saber o porquê. Ansiedade é uma das piores coisas do mundo. É como esperar por algo que a gente não tem a mínima idéia da possibilidade de acontecer. Normalmente a gente fala ou faz as coisas mais idiotas do mundo quando tá ansioso demais ou algo do tipo. E normalmente isso não é muito legal.
Quanto mais eu descubro coisas sobre a vida, menos eu sei sobre eu mesmo. E digo mais, eu escrevo pra remover em mim o excesso de culpa, mesmo ela não sendo minha. Culpa essa de não saber a hora certa de dizer as coisas. Culpa que me culpa. Culpa essa que me tira o sono quando me sinto incomodado com coisas que não devem ser explicadas mas que dão vontade de explicar.
Pra mim – isso pode ser muito pessoal – escrever é enfiar um dedo na garganta. Essa ânsia que eu sinto é amenizada quando eu cuspo todas essas minhas inconstâncias em todas as direções eu as devio de quem eu quero, deixando atingir quem realmente precisa ser atingido. Mas o mais prejudicado nessa história toda sou eu mesmo, eu peco na minha omissão e isso é como se eu apontasse uma arma contra meu próprio peito e apertasse o gatilho.
O que está escrito na maioria das vezes é fictício, mas confesso gostar tanto desse cenário que dá vontade de vivê-lo sempre.
Há palavras que nos roubam. Há palavras que nos devolvem.
Ando terminando frases com ‘to fora’ e preenchendo lacunas de diálogos com ‘…enfim’. Essa tem sido minhas respostas no momento, respostas de poucas palavras mas que escondem muitas explicações em suas entrelinhas. Às vezes não é necessário dar uma resposta que a outra pessoa a classifique como resposta, exatamente, mas se você tem as manhas do que está falando é melhor se omitir e logo de cara mandar uma coisa tal como um eufemismo, pra aliviar e amenizar o real efeito do que realmente deveria ser mencionado.
Muita gente tem medo de ouvir algo que de alguma forma lhe causará incômodo. De fato isso é normal, pois sei que toda contradição é o oposto do que você realmente defende e acredita. A ficha demora a cair, mas o que se pode fazer quando não há absolutamente mais nada a fazer? Lamentar, talvez. Chorar, quem sabe. E lembrar. E relembrar.
Impressiona a capacidade que o ser humano têm de se expor ao ridículo quando está desesperado. Isso também serve pra quem vive numa ansiedade sem fim e sem saber o porquê. Ansiedade é uma das piores coisas do mundo. É como esperar por algo que a gente não tem a mínima idéia da possibilidade de acontecer. Normalmente a gente fala ou faz as coisas mais idiotas do mundo quando tá ansioso demais ou algo do tipo. E normalmente isso não é muito legal.
Quanto mais eu descubro coisas sobre a vida, menos eu sei sobre eu mesmo. E digo mais, eu escrevo pra remover em mim o excesso de culpa, mesmo ela não sendo minha. Culpa essa de não saber a hora certa de dizer as coisas. Culpa que me culpa. Culpa essa que me tira o sono quando me sinto incomodado com coisas que não devem ser explicadas mas que dão vontade de explicar.
Pra mim – isso pode ser muito pessoal – escrever é enfiar um dedo na garganta. Essa ânsia que eu sinto é amenizada quando eu cuspo todas essas minhas inconstâncias em todas as direções eu as devio de quem eu quero, deixando atingir quem realmente precisa ser atingido. Mas o mais prejudicado nessa história toda sou eu mesmo, eu peco na minha omissão e isso é como se eu apontasse uma arma contra meu próprio peito e apertasse o gatilho.
O que está escrito na maioria das vezes é fictício, mas confesso gostar tanto desse cenário que dá vontade de vivê-lo sempre.
Há palavras que nos roubam. Há palavras que nos devolvem.
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